Categorias

sábado, 9 de junho de 2012

O Corpo, mudanças, descobertas.

Gravidez da Anamaya. 2010

Bom dia.
Encontrei um texto super interessante, não conheço pessoalmente a pessoa mas, me perece ser super gente boa http://dancarounaodancar.blogspot.com/2012/04/quando-o-corpo-muda-danca-muda.html, blog de Natália.
Neste seu desabafo em forma de postagem ela propõe o debate sobre o que muda no corpo da bailarina após a maternidade. Como este corpo reage e estes estímulos, sensações, experiências que ganhamos ao longo da/das gestações? O que fica agregado a nossa dança, ao nosso modo de interpretar...?
Bueno, não sou bailarina profissional de dança do ventre, mas tenho um contato razoável com esta arte, na realidade eu passei boa parte de minha vida  em contato com outras modalidades de dança, em especial as folclóricas brasileiras, como boi-bumbá e carimbó.
A dança do ventre entrou em minha vida como instrumento de aprendizado para adquirir postura, presença de palco e graciosidade, foi através de aulas com uma professora já em idade madura que tive meu primeiro contato com a dança. Isto foi em 2001.
Fiquei apenas 2 anos tendo aulas regulares... infelizmente passei por alguns momentos difíceis da vida que me impossibilitaram de dar continuidade nos estudos com afinco e, somente depois de quase 10 anos eu retorno a praticar.
Em 10 anos muita coisa se passou em minha vida, muitas experiências, muitas emoções mudaram minhas percepções, dentre tantas eu tive 2 gestações que chegaram a idade gestacional avançada mas acabei perdendo as crianças, uma eu perdi aos 6 meses de gestação e outro com 8 meses... Isto é algo avassalador para uma mulher.
Graças ao nosso Deus de infinita misericórdia eu ganhei um casal de filhos nos últimos 4 anos, que veio não suprir a falta do primeiro casal que perdi, mas, digamos me trouxe esperança e renovação de muitas alegrias.
Vamos ao ponto das mudanças na minha maneira de dançar: desde que voltei a praticar a dança neste ano de 2012, eu percebi de cara ao começar a executar os movimentos que meu corpo estava falando de maneira diferente, não era mais aquele corpo que antigamente nas aulas e em apresentações informais da escola de dança parecia amarrado, travado, delimitado. Antes minha razão comandava meus movimentos, a preocupação excessiva em executar o passo de maneira correta, o medo de errar era uma trava para meu desenvolvimento.
Mas agora, meu corpo quando dança sente de maneira plena, não sei explicar, minha mente não me trava mais, as emoções eu as sinto aflorarem qdo treino por exemplo o tão assustador tremido, que para todas nós acredito é o "sonho de consumo". Meu redondos são alegres, meus camêlos tem mais sentido agora,  meus braços parecem que guardam as lembranças do amamentar... É um tanto poético eu sei, mas são minha impressões.
Esta semana eu estava ouvindo o poscast do site Sala de Dança, cujo tema foi "Corporificando" e ali ouvindo um debate maravilhoso pude entender muito do que venho sentindo em meu novo e surpreendente contato com a dança do ventre. Estou corporificando na dança do ventre as minhas vivências.

2 comentários:

  1. Que fofa essa foto.
    Achei o texto lindo e muito bem construído.
    A forma coo te resumes em relação a dança, passa a idéia de que és livre, despreendida, madura, seria isso, eu entendi assim.
    Fico feliz em saber que estás dançando novamente.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  2. Sim, vc entendeu amiga, não é atoa que mesmo distante nossa amizade de 20 anos perdura. Obrigada pela visita.

    ResponderExcluir

Caminho, Verdade e Vida

Caminho, Verdade e Vida
Nossa Luz

Música Oriental