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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Conheçam nosso Brasil: Alter-do-Chão / PA


Alter-do-Chão é uma vila do município de Santarém, Estado do Pará, sendo um balneário muito procurado por turistas que visitam a Amazônia brasileira. Assim como outros lugares do Estado, deve seu nome a uma vila portuguesa chamada Alter do Chão.
Alter-do-Chão foi formada a partir de uma aldeia de pescadores situada a 30 quilômetros de Santarém, a vila de Alter do Chão, antiga aldeia dos índios Boraris, oferece um cenário magnífico de praias, de águas límpidas e transparentes, além de outros atrativos turísticos como a festa do Sairé no mês de setembro. A vila é banhada pelo rio Tapajós que é formado por águas claras e areia fina nas margens, compondo paisagens belíssimas. Quando as águas do rio baixam surge uma faixa de terra no rio, formando uma barra, que os santarenos chamam de ilha. Nesta "ilha" montam-se vários bares para servir os turistas, que atravessam o rio por meio de pequenas canoas, conhecidas por catraias. O nascer e o pôr-do-sol são magníficos espetáculos da natureza em Alter-do-Chão.
Nos meses que vão de março até agosto, algumas praias chegam a desaparecer, por causa da cheia dos rios, mas no resto do ano, ressurgem com areias brancas e finíssimas, algumas de fácil acesso, outras completamente isoladas. Devido a esse período de chuvas, recomenda-se pesquisar antes de se fazer turismo nessa época do ano.

Festa do Çairé ou Sairé

A palavra Çairé origina-se dos dois termos Çai Erê, que significa “Salve! Tu o dizes”, que era usada pelos índios como forma de saudação. Entretanto, segundo Sr. Jefferson Cardoso, conhecedor dessa história, há uma controvérsia quanto a grafia da palavra Çairé. Segundo ele, a palavra original era Sairé, mas a comunidade de Alter-do-Chão, achou por bem, ou talvez por associarem sua derivação à linguagem indígena, passaram denominar a festa com uma nova escrita: Çairé. Entretanto, como se pode constatar não há na língua portuguesa nenhuma palavra que se inicie com "ç" e segundo seu Jefferson, houve uma nova discussão sobre o assunto e por consenso, voltou-se a chamar a festa por seu nome original.
Originariamente, a Festa do Çairé era um baile indígena (puracê), cujos festejos, revelavam desde o primeiro século da colonização, já a influência das missões católicas. Era uma "corda em giro", ou melhor, uma espécie de dança de roda conduzida por um "arco", que era o motivo indígena desse préstito e festival, o centro geométrico de um animado puracê (baile). Tal arco era um semicírculo com diâmetro e raios todos assinalados em algodão, onde deles pendem fitas vermelhas. Era ornamentado ainda, com uma cruz forrada e enfeitada, revelando o símbolo católico que o jesuíta acrescentou ao outro símbolo pagão o qual, pela forma geométrica revelada, denotava sua origem em povos americanos de civilização mais avançada, quais os astecas e os incas. É um exemplo de como foi o missionário mestiçando a fé católica, através da dança e do canto, para catequizar o índio e dominá-lo por fim. Transformou-se, portanto, em uma cerimônia religiosa e profana, onde entram nela a reza e a dança. Essa consistia em passos curtos, como o de marcar passos dos soldados, com um movimento em que uma índia do centro servia de eixo sobre o qual girava o Çairé.
Atualmente a festa do Çairé ocorre no mês de setembro, durando cerca de cinco dias. Nesta festa ocorre a Disputa dos Botos Tucuxi e Cor-de-rosa.

Um comentário:

  1. Adorei essa postagem, tudo que é de Santarém, ou paraense me encanta, deve ser o excesso de saudade.
    Beijinhos.
    Alcione.

    Ps.: Amanhã volto para continuar minha leitura por aqui
    ;)

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